quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Mandei para exposição + não foram escolhidas.

Minhas....
Minhas filhas...
meus amores...
As fotos são minhas, me tocam de alguma maneria, as vezes a que + gosto é a com menor sentido, e aquela que nem gosto tanto é a + bonita aos outros olhos., não são olhos de pai.
Mandei estas minhas meninas a um concurso sobre o aniversário de São Paulo, não tão confiante pois sei que as fotos + obvias são sempre as escolhidas., tudo bem, não as obvias + as que sintetizem  melhor o assunto em voga no momento na opinião de alguem que não sou eu, claro...
Estes concursos são para estimular o olhar sobre o tema recorrente, mas o olhar desconstruido assim podemos chamar, não pode.
Av Paulista: Foto chavão da avenida toda, ou noturna com o farol dos carros riscados, esta é a foto! mesmo que vc ja tenha visto este tipo de imagem uma centena de vezes.
Tudo bem, tô amargo, ressentido mesmo, passou já...
É que fico pensando na Av. Paulista do Skatista, todo mundo sabe que na Caixa Econômica, tem um bando de skatistas atropelando pedestre no sábado, quer coisa + paulista que skatista atropelando pedestre, pô...
Fora a luz de fim de tarde que tá linda, bem baixa, a semi silueta, o movimento congelado sem o exagero olimpico do salto, o angulo descortinando uma av. Paulista sem obviedade nenhuma e o hidrante, responde ai onde vamos ver um hidrante em plena avenida ?... o Hotel, o neon o orelhão... nossa cidade é assim na maior parte do tempo, é o contraponto das Oscar freires, das Gabriel Monteiros da Silva, da qual tenho um pauta hoje, da onda hipe hippie da Vila Madalena, esta cidade dentro da cidade também existe, e por andar + no top to top é que estes lugares sub habitados me intrigam e me façam ser o ponto preferido a se retratar, mas historicamente os franceses é que começaram  com este olhar, mostrar o sub do próprio lugar de onde vieram., tudo bem vou com calma: a pouca luz, a aridez de beleza e assim mesmo a beleza, o neon e suas várias matizes de luz colorida, será que este seria o punctum ao qual o Roland Barthes se referia?, a simplicidade ou a total ausencia de beleza do lugar o faz sublime, Poesia...poesia...
O grafismo, difícil de olhar pois quase tudo tem, + olha as cores McDonaldianas, vermelho, amarelo e veio um azul de lambuja e um branco redondo, o angulo que eleva aos céus, grandes caixas, blocos montados como que de brincadeira, fábricas americanas? um jubilo arquitetônico? São Paulo.
Minha casa..., meu xodó, diferente e muito vivo.
Mas como dizem por ai, a beleza é um conjunto do que se armazena de conhecimento, e as vezes as culturas entram em conflito, a minha vive em permanente estado de mutação diária, talvez o gosto de segunda seja o desgosto da sexta e ai vai.
O que importa de verdade é que a vontade de contar historias por meio de imagens jamais seque em mim, pois o livro fotográfico é muito + fácil de ler, será?



2 comentários:

  1. “Suas primeiras 10 mil fotografias são as piores”. – Henri Cartier-Bresson
    Parabéns pela sensibilidade do seu olhar, Olhar para as suas fotos como se estivesse as vendo de outra pessoa é de uma sensibilidade impar.. Olhar o obvio é fácil, e como já dizia Ansel Adams, “ Você não captura uma fotografia, você a faz”
    “A beleza pode ser vista em todas as coisas, ver e compor a beleza é o que separa a simples imagem da fotografia”. – Matt Hardy
    Muitas vezes não conseguimos ver beleza no mundo até que alguém nos mostre. Você consegue ver algo de uma nova maneira, uma forma diferente de apresentar algo comum.. Apenas olhe mais uma vez… Foi isso que você acabou de ensinar no seu texto e ensinar é o mais nobre de todos os prêmios.

    Parafraseando Imogen Cunningham: “Qual dessas suas fotografias é a minha favorita? Aquela que você fará amanhã”.

    Parabéns.

    ResponderExcluir
  2. Obrigado, obrigado e obrigado.
    Tentarei passar das 10 mil imagens, os textos prometo que serão menos, minha linda mulher escreve melhor, e vc fotografa?, posso ver????

    ResponderExcluir